01/02/2008 – 5:00 da manhã. Ouço sopros, muitos.
Só pode ser sonho. Volto a tentar dormir. Mas os sopros continuam e me convenço que não é sonho.
Olho pela janela e há uma aglomeração na beira-mar. Confirmado. Ele chegou.
É o carnaval.
Sou obrigado a descer com minha câmera e o que eu vejo me deixa boquiaberto. Não havia mulatas semi-nuas à frente da bateria. Não havia vendas de abadás a R$ 1000,00 + o dinheiro do busão.
Em vez disso um grupo de frevo dentro de um ônibus adaptado. Pessoas por todos os lados "frevando", pessoas usando fantasias e mascaras. Crianças. Letras até com certa inocência e nenhuma cantora pulando feito uma perereca sob efeito de crack.
E o pior? Depois de 5 minutos meus pés começaram a se mexer sozinhos, não tinha mais poder sobre eles. Deve ser alguma droga que eles jogam no ar. Por pouco eu não levando os indicadores.
Definitivamente o hino do Galo está errado. O carnaval não começa apenas após o Galo sair.
E ainda é sexta e o galo só sai amanhã. É claro que eu vou.
Fiquem ligados na melhor cobertura de carnaval do Brasil. Renato Machado e Mariana Godoy que se cuidem.
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