Desde o inicio da semana a Apple ligou o gerador de distorção de realidade em escala global e todas as newletters de tecnologia que assino só falam de uma única coisa: iphone 3G. Dizem até que o gerador da Apple teve um upgrade, tendo acoplado um gerador de probabilidades infinitas.

Agora teremos mais ou menos um mês de noticias apenas do aparelho, reviews e mais reviews, fanboys trincando os dentes enquanto não conseguem importambar um aparelho, outros dormindo em lojas da Claro esperando o momento que o primeiro aparelho será vendido.
De repente tudo que os outros fabricantes fizeram se tornaram nada mais que lixo, repugnante… disgusting!!! Qualquer outro lançamento se tornará um “iPhone Killer” mesmo sendo da fabricante que vende mais por dia que a Apple por ano (então deveria ser o contrario não… afinal entendo que no whatever killer, o killer seja para matar o lider).
Por outro lado teremos os HTC-fanboys, Nokia-fanboys e SonyEricsson-fanboys discutindo à exaustão como seus aparelhos são superiores ao iPhone.
Tirando o óbvio, como interface e design que o iPhone realmente deu uma lição para as outras fabricantes, o aparelho de primeira geração é mediocre. Ele é um excelente iPod Touch com telefone e não um excelente telefone com iPod Touch.
Vejamos…
- Qualidade de ligação ruim.
- Sem possibilidade de expansão.
- Bateria que não pode ser trocada (heavy users de celular sempre andam com outra carregada).
- Duração da bateria nada excepcional.
- Isso não é primordial mas a câmera é bicheira (não em relação aos megapixels, acho que 2 megapixels são mais que o suficiente para um telefone, mas na qualidade das imagens geradas).
- Não pode instalar aplicativos de terceiros (não sem um “arranjo técnico”).
- Não funciona como modem, a não ser com aplicativos de terceiros.
- Não sincroniza por bluetooth.
A segunda geração do aparelho ao que parece corrigiu várias dessas falhas, transformando o iPhone em um excelente telefone com iPod Touch. A bateria ainda não poder ser trocada (mas ao menos aumentou a duração da carga), está um pouco mais flexivel com aplicativos mas e o fato de não sincronizar por bluetooth, o que aparentemente seria um dos mais faceis de resolver?
Esse ultimo é que dói mais, afinal até meu Nokia “bicheira” sincroniza via bluetooth com meu Macbook Pro. Como que o iPhone não faz isso? Tá, sincronizar musica via bluetooth seria mesmo ridículo, mas contatos, contas de email e agenda?
Ai entra a sacada de mestre do comercial da Apple.
- Steve, o .mac está indo de mal a pior. Os serviços do Google são “di gratis” e superiores aos nossos. Acho que vamos ter que fechar as cortinas.
- Hum, deve ter um jeito de a gente pegar um serviço que ninguem precisa e transformar em algo que todos precisam…
- Bem Steve, o pessoal sempre reclamou que o iPhone não sincroniza sem fio e como estamos pagando mesmo pela permissão de uso do ActiveSync, poderiamos aproveitar o expertise que adquirimos e lançar um “Exchange para o resto de nós”.
- Ótimo, trabalha nessa ideia que vou pensar em um jeito de maquiar o serviço e colocar um slogan que ninguém pensou como por exemplo: “Exchange para o resto de nós”.
- Mas Steve, eu acabei de falar isso.
- Não, não falou.
- Ok.
Em vez de liberar uma simples feature no aparelho a Apple criou um serviço que vai gerar receita. Para ela e para as operadoras. De quebra vai levar vários usuários de Windows já que não será mais restrito ao mundo Mac.
Não que eu não queira um iPhone. Estou babando por um desde o lançamento. Mas a primeira versão tinha muitas desvantagens pelo preço (em média R$ 1500,00 via importabando, sem garantia). Agora estou a espera para ver qual será o preço de lançamento aqui. Não pretendo pagar uma fortuna por um aparelho nem pagar uma fortuna em um plano que não usarei. Além do mais há ainda alguns pontos obscuros, como por exemplo: dá para usar o GPS para fazer navegação com um software descente, estilo TomTom ou vou ter usar o GoogleMaps?
Posso gostar de produtos da Apple, ter vários e ser otário, mas não esse tipo de otário.
Talvez você se interesse por esses posts:
- iFofo, semana 1 Faz uma se





