Eu ia escrever um longo e provavelmente chato post sobre as eleições aqui em Recife, mas depois de ler um post no blog do Josia de Souza, fiquei sem o que escrever.
Segue abaixo:
Vem da capital de Pernambuco a principal contribuição para o debate da “teoria do poste”.
Foi eleito prefeito do Recife, no primeiro turno, o petista João da Costa.
É o grande poste dessas eleições. Desconhecido, entrou na disputa como candidato favorito a ser derrotado pelo rival demo Mendonça Filho (DEM).
Três personagens dispuseram-se a carregar o poste: o governador Eduardo Campos (PSB), o prefeito João Paulo (PT) e, à distância, Lula.
Na reta final, o juiz eleitoral Nilson Guerra Nery achou que a prefeitura petista do Recife exagerara na dose de energia usada para eletrificar o poste.E João da Costa teve a candidatura impugnada, sob a acusação de uso eleitoral da máquina da prefeitura. Foi às urnas sub judice. Elegeu-se mesmo assim.
Moral: desde que haja quem se disponha a carregar, é possível eleger um poste. Ainda que seja eletrificado por meio de um ou outro “gato”.
Diante de tão precisa ilustração, eu nao tenho mais o que falar.
Mas já em relação a eleição em São Paulo…
Eu eu eu… o Alckmin se … deu mal. Ele entrou na pilha dos anti-serristas e resolveu rachar o partido em São Paulo, atuando como um ariete na mão dos outros. Se fodeu. Não precisava. Podia se eleger senador daqui a dois anos. Mas queimou todo o cacife tentando uma vaga no executivo municipal. Agora deveria voltar para Pinda e tentar uma vaga no legislativo daqui 4 anos. Ou então tentar algum favor do “muy amigo” Aecio Neves.
Bem, cabe aqui uma pequena explicação, ja que nem todos conhecem a guerra de bastidores do PSDB (eu era PSDBista, ainda é meu partido, por isso tento acompanhar de perto):
Serra é tido como o candidato do partido ao Palacio do Planalto em 2010, na sucessão do presidente Molusco. Coisa que o Aécio também quer de qualquer jeito. Qual era o objetivo de colocar o Alckmin na disputa pela prefeitura de São Paulo, quando o natural seria o PSDB apoiar a candidatura do Kassab (ja que ele era vice de Serra e assumiu a prefeitura quando Serra se elegeu governador)?
- Colocar Serra em uma saia justa, não podendo fazer campanha pelo Kassab, o que lhe daria vitrine adicional.
- Tumultuar a relação do PSDB com o DEM, ja que o DEM bancaria facil a candidatura do Serra, mas nem tanto do Aecio (que teria apoio do PMDB em substituição do DEM).
- Mostrar que Aecio nao tem cacife apenas em Minas mas sim no Brasil inteiro, ja que ele foi a São Paulo fazer campanha para o Alckmin. Se o Alckmin levasse a prefeitura o Aecio com certeza diria que ele transferiu votos para ele.
- E do mesmo modo, se Kassab se desse mal poderia se atribuir o resultado ao Serra.

Isso claro entre outras coisas, na briga fatricida que existe no ninho tucano. Agora com a passagem do Kassab para o segundo turno, na frente da favorita Marta(xa) o PSDB vai apoiar o DEM no segundo turno e acredito que o Serra vai tirar todo o proveito possivel disso, tanto mostrando força para o publico interno quanto para o externo. Ao mesmo tempo, o Aecio também se deu mal em BH, onde não teve exito com seu candidato.
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