Eu já toquei nesse assunto no Mess, mas com essa febre Teatro Mágico que ocorre por aqui… não resisti.
O Teatro Mágico faz um show aqui atrás do outro, todos lotados. Eu nunca procurei me inteirar a respeito deles. Até agora, pois para escrever esse post eu mergulhei na bosta na musica deles e não sei que conclusão tirar de uma banda que é uma mistura de Los “Perdedores” Hermanos + Legião “Chata” Urbana + Lencinho no Microfone da Simone + palhaços fugidos do circo Vostok maquiados como se fossem do Kiss + Vocalização que parece um cover do (bom) Paulinho Moska?
Só o que sei que as letras são pobres (que por algum motivo leva os adolescentes à loucura), arranjos musicalmente pobres e presença de palco pobre.
“Ah meu. para de ser chato meu, os caras não podem ser tão ruins meu”.
Se você pensou isso, se tiver coragem assista ao video abaixo:
Destaco o seguinte na letra:
Quando Ana entra n’água
O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo
Abençoando ondas cada vez mais altas
Barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar
Desse novo amor… Ana e o mar
O Sorriso do Mar Drugada? E o Sorriso do seu Mar Druga? Será que o seu Mar Druga cheira a dona Flor inda?
Eu sei que gosto, ainda mais musical, é algo muito subjetivo… mas pera lá… OK, é arte, o artista pode e deve tomar liberdades… mas eu acho uma merda.
O que eu não entendo é que se você for no show e pegar uma amostra de 100 pessoas e levar em um show do Cordel 90% vão torcer o nariz.
Para quem não sabe, em Pernambuco surgiu senão a primeira, a expoente desse estilo, que mescla musica e teatralidade. O Cordel do Fogo Encantado. Mas ao contrario do que isso pode sugerir… eles não são um sucesso aqui. Apesar da excelente musica (dificil de classificar o estilo) e performance no palco, nos shows deles aqui você nota que a maioria da platéia são outsiders. O pessoal daqui no geral não suporta a banda.
Assim como não suportam Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Mestre Ambrosio, Otto, Lenine… Musica tradicional como maracatú só lembram que existe no Carnaval.
É obvio que você não precisar “amar de paixão” tudo feito aqui só pelo fato de ser feito aqui. Mas desprezar tudo o que é feito aqui, só porque é feito aqui também não vale.
Aliás uma vez perguntei para uma amiga o por que da rejeição ao Cordel. A resposta foi “é que tem um boato que o Lirinha fumava muita maconha quando fazia Rural (nao lembro exatamente a faculdade)”. Não sei se isso é sério, mas isso me fez chegar a conclusão que o Grande Recife é um lugar de paradoxos. Mas isso vai virar um post no futuro…
[ATUALIZADO]
Acabou de me ocorrer que essa mistura de show com teatralidade era feijão com arroz para o Secos e Molhados.
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